Zona de Conforto no Mundo Corporativo

Zona de Conforto no Mundo Corporativo

Zona de Conforto no Mundo Corporativo

Outro dia fizemos um vídeo sobre zona de conforto e hoje a gente vai abordar esse tema
pensando no mundo corporativo.

 

Como nós já abordamos a zona de conforto para a questão pessoal é um problema, se a gente
não expandi-la a gente acaba cercado pelo medo do mundo corporativo é a mesma
coisa se nós que somos os gerentes, os gestores, os CEOS de nossas empresas
cabe a nós olhar ao redor e perceber se por acaso não estamos nós, a corporação,
também ficando numa zona de conforto.

 

Imagine uma empresa que tem um grande cliente que faz vários serviços, por causa desse
grande cliente se consegue um faturamento mais do que o suficiente para custear toda a operação, enfim, para se gerar algum lucro e se fica numa zona de conforto porque não é necessário ir atrás de novos clientes, não é necessário abrir novas frentes de negócio, afinal, tudo caminha bem até que um dia, e isso acontece para todos que esse cliente, por qualquer coisa, por
estratégia interna, por um descuido daqueles que estão na zona de conforto, resolve ir embora, e ao ir embora e leva consigo o grande faturamento da empresa.

 

Um outro tipo de zona de conforto é aquela, por exemplo, causada por um grupo de
serviços que uma determinada empresa oferece ao mercado, digamos que ela seja muito boa
em fazer esse tipo de serviço ou que sejam poucos os concorrentes que prestam
esse tipo de serviço. Se o serviço é bastante necessário no mercado, não há necessidade de grandes
investimentos em marketing, em comunicação para se atrair novos clientes e isso cria um certo grau de conforto,
porque a operação funciona praticamente sozinha sem necessidade de você mexer muito
nas engrenagens.

 

Mas vamos imaginar que esse serviço, por qualquer motivo, caiu no desuso, que uma
outra alternativa melhor, ou mais moderna, ou mais barata seja percebida pelo
mercado, aos poucos esses clientes vão abandonando e ficando só
realmente aqueles que são muito fiéis ou então aqueles que não enxergaram essas
alternativas.

 

E aí a empresa que estava antes numa situação de zona de
conforto, porque não é necessário fazer grandes esforços para se conseguir novos
clientes, se vê em uma situação em que a quantidade de vendas, que o faturamento
vai reduzindo ao ponto que fica praticamente impossível lidar com essa
diferença de situação comparado com o que era antes.

 

Diante dos cenários de zona de conforto é preciso estar muito
atento, feeling é uma coisa boa mas ela nunca é suficiente, é necessário olhar
para os números, são os números onde está a verdade absoluta dos fatos comparativos, e
esses números nós vamos encontrar nos sistemas operativos da empresa, nos seus ERPs,
nos sistemas financeiros, enfim, cada um tem a gestão que acha apropriado.

 

Lá você vai ter essas informações, olhar para evoluções que vem do passado, como
as coisas vêm acontecendo, outro dia nós falamos num vídeo sobre análises, então você fazer uma análise
descritiva do que vem acontecendo, fazer uma análise diagnóstica, olhar o que
aconteceu e tentar entender por quê. Porque no final da história o que se
espera de nós gestores é como que uma análise preditiva, saber com algum grau
de antecipação ou com algum grau de certeza o que está por vir.

 

Nós que somos do mercado de tecnologia somos praticamente ciclicamente arremessados
fora da zona de conforto, porque novas tecnologias vão surgindo, o que a gente faz hoje provavelmente há
cinco anos atrás sequer existia, e o que nós faremos daqui a cinco anos ainda, talvez, não tenha nem sido inventado.

 

Então, a área de tecnologia acaba, por força do próprio negócio, tendo que
reavaliar as suas ofertas, dos seus negócios, a sua forma de ofertar coisas,
a sua forma de construir coisas.

 

Ocorre que com a transformação digital, isso pode ser que se tornou
uma verdade para todos: todos nós, de tempos em tempos, independente do
mercado, por conta da transformação digital, todos nós devemos olhar para os nossos
negócios e perguntar se não é necessário
que nós nos reinventemos novamente.

 

É necessário olhar, de tempos em tempos, e
cada vez tempos mais curtos se as nossas ofertas ainda fazem sentido, se a
forma com que a gente faz os negócios ou o que a gente desenvolve os negócios ainda
faz sentido.